segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu acho que...

Sex and the City 2 é um filme delicioso, cheio de futilidades e dose certa de humor. É como rever amigos de anos e dar boas risadas com eles. No caso, elas. O casamento gay do início do filme é a coisa mais gay da história do entretenimento.



Bebel Gilberto é uma cantora ainda melhor ao vivo. O show dela no Sesc Pompeia, ontem, foi mais que um deleite. Sesc rules!

O álbum Bionic de Christina Aguilera não é de fácil digestão. Mas depois da terceira audição é cheio de delícias, como Elastic Love, Lift Me Up, a bela I Am (uma nova Beautiful?) e a faixa título.

M.I.A. surtou postando em seu twitter o telefone da jornalista do NY Times que escreveu um perfil seu que não a agradou. Em resposta à jornalista, a cantora liberou a música I'm A Singer para audição aqui. Virei mais fã. Sua XXXO é a melhor música do ano, so far.



Baby, de Justin Bieber, é a pior música do ano. Também a mais grudenta.

Rap nacional e axé são um porre. No entanto eu acho bacana o propósito social do primeiro e desprezo o do segundo. Como sou contraditório, para ambos existem suas exceções.

Pânico na TV deu uma melhorada, mas ainda não dá pra assistir inteiro. Muita enrolação e muito merchandising. CQC, por sua vez, deu uma caída. Parei de assistir.

Life Unexpected é uma das séries mais bacanas da última safra. Comecei a assistir nesse final de semana e já estou na metade. Felizmente foi renovada para a segunda temporada. Bom rever Shiri Appleby.



O final de Lost foi muito bonito. Fiquei satisfeito com as respostas, principalmente por a ênfase ter sido no lado humano e não nas bobagens da ilha, que nunca fiz questão de entender mesmo.




play>> M.I.A. - XXXO (Andre Pipipi Baile Funk Remix)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Finde Virada

Neste final de semana encarei a Virada Cultural. Nos anos anteriores faltou coragem, mas nesse ano resolvi ver como era. De metrô, claro. Logo na estação, aquela dúvida de "será mesmo que devo?". Mas já era decidido, fui. Chegando lá, aquele medo, aquela multidão, aquela sensação de "que raios eu tô fazendo aqui?". Bobagem. Comecei a andar e perceber o quanto aquilo é bacana. Observei o centro de São Paulo como nunca tinha visto antes. Andei muito. Embora seja muito fácil chegar de um lugar ao outro, as distâncias a pé são ainda maiores do que quando estamos no carro.

Cheguei com alguma ideia do que ver, mas sem muito planejamento. Go with the flow. Meia noite assisti ao show da Céu, na Praça Júlio Prestes lotada. A cantora, que comecei a ouvir faz muito pouco tempo, impressiona pelo carisma e talento. O som é diferenciado, têm influências diversas e usa e abusa do sampler. No céu o show era outro. Artistas suspensos por um cabo faziam um show à parte. Me lembrei da Pink no VMA do ano passado.


Perfomance no céu do show da Céu

Depois fui ao cine Arouche assistir ao musical Sweet Charity. Assistir uma pinoia! Fui mesmo dormir. Tá, eu queria ver o filme, só que não ia dar. 2h30, musical e sem legendas?! A oportunidade foi ótima para tirar um cochilo, ver umas cenas de dança legais e lamentar como um espaço daquele tamanho virou cinemão nos dias normais. Às 5h foi a vez do Double You na Vieira de Carvalho. Dance music padrão pra acordar e relembrar a adolescência. Público muuuuito animado. Na sequência fui dormir em casa para aguentar o dia seguinte.

Por volta das 15h, cheguei à Praça Júlio Prestes para a apresentação do Abba The Show, cover da banda sueca. Lotadasso! Divertido pra caramba, kinda trash. Público muito animado, gente de tudo qualquer tipo. Desde pessoas que cantavam todas, até aqueles que descobriram naquele momento que Madonna "roubou" o Abba em Hung Up. De lá, sem rumo e sem ideia do que fazer, comi pastel, assisti um pedaço da Wanderléa ("foi assim que eu vi você passar por mim...") e fui caminhando pelo centro e vendo suas maravilhas que não conseguimos ver de dentro do carro.

Claro que tem coisas que chocam. Como pessoas pedindo pedaço de comida e não dinheiro, ou o garoto na frente do Mosteiro São Bento aos berros de "está queimando! está queimando!", provavelmente efeito do crack. Problemas que precisam de solução, afinal cultura é só uma das coisas que o povo precisa.


play>> Bliss - I Hear You Call

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cine Teen BR

Cinema já é uma coisa complicada no Brasil: pouco dinheiro, pouco público e síndrome de cinema de arte, por parte dos cineastas. Cinema para público jovem/teen, é coisa rara. Bom então... Nos anos 80 vários filmes fizeram sucesso nesse segmento: Menino do Rio, sua sequência Garota Dourada, Bete Balanço, Rock Estrela. Os anos 90 passaram desapercebidos neste segmento e os 2000 estão rendendo alguns bons frutos.


Houve Uma Vez Dois Verões (2002)
Primeiro longa de Jorge Furtado, diretor de O Homem Que Copiava e do excelente Saneamento Básico. O filme conta a velha história do menino que se apaixona pela menina-problema. Com poucos recursos e um bom roteiro nas mãos, Furtado cria momentos preciosos do universo adolescente, naquele limiar entre o ser criança e ser adulto. O protagonista André Arteche deixa um pouco a desejar, mas dá conta do recado. Já Ana Maria Mainieri, a Roza, rouba a cena. Trilha sonora sensacional, com o melhor do rock brasileiro alternativo.








Podecrer! (2007)
A história de Podecrer! se passa em 1981, embora seja bem atemporal. O filme mostra o cotidiano de um grupo de amigos em um colégio, tendo como pano de fundo o rock da geração 80 brasileira. Até Lulu Santos faz uma breve ponta como padre. O elenco tem um time de primeira, contando com Marcelo Adnet, Fernanda Paes Leme, Maria Flor, além de Erika Mader e Gregorio Duvivier, protagonistas do próximo filme.













Apenas o Fim (2008)
Realizado por alunos da PUC-Rio, totalmente independente, Apenas o Fim é um filme todo calcado no diálogo entre os dois protagonistas. É possível até afirmar que é o Antes do Amanhecer brasileiro. O filme é uma fantástica retrospectiva de um relacionamento que está terminando. Imagine uma longa DR, com momentos felizes, tristes e repleto de referências pop dos anos 90 e 2000. Imperdível!












À Deriva (2009)
Embora não seja um filme adolescente, À Deriva, terceiro longa de Heitor Dhalia (de Nina e O Cheiro do Ralo), mostra muito bem esse universo. A excelente estreante Laura Neiva, no papel de Filipa, passa por um processo de descobertas que fazem com que ela amadureça abruptamente. No meio da confusão da vida de seus pais, Filipa passa por momentos pessoais tão complicados e comuns a qualquer adolescente.











As Melhores Coisas do Mundo (2010)
Talvez o filme mais pop e atual de todos estes. Mais uma vez, é retratada uma turminha de colégio e suas desventuras rumo à vida adulta. O filme tem todos os toques de um grande filme teen: roteiro crível e bem construído, elenco excelente, temas atuais e universais, boa trilha sonora. Difícil não se ver em um dos personagens, lá no tempo da adolescência. As Melhores Coisas do Mundo ainda toca em importantes feridas da nossa sociedade, mas não quero fazer nenhum spoiler aqui.









Todos os filmes já foram lançados em DVD, exceto As Melhores Coisas do Mundo que está em cartaz nos cinemas.


play>> Tori Amos - Total Eclipse Of The Heart (live)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Safadinhas e santinhas

Esta semana saiu o novo clip de Miley Cyrus, Can't Be Tamed, uma tentativa de amadurecimento da cantriz. O problema é o de sempre: crescer nos EUA significa adotar um visual sexy/biscate. Vide Christina Aguilera (Genie In A Bottle x Dirrty) ou Britney Spears (Sometimes x I'm A Slave 4U). Musicalmente, todas seguem o pop de Britney, com algumas variações. Este Tamed de Cyrus é mais um pop genérico no meio de tantos outros. Passa batido.


Miley Montana e Sexy Cyrus

Já aqui no Brasil, a representante mor dos astros teen ainda é Sandy. Ou Sandy Leah. A moça sempre foi comportada e permanece nessa linha com o lançamento de Manuscrito, seu primeiro solo. Aparentemente a erotização de ídolos teen não é tão usada por aqui. O sexy de Wanessa é discreto, ou mesmo Patricia Marx quando saiu do Trem da Alegria não buscou esse lado em nenhum momento da carreira. O máximo que fez foi pintar o cabelo de vermelho. Pois é, o que funciona lá fora não se aplica por aqui, o país das bundas e mulheres fruta.


Sandyjunior e Sandyleah


play>> Sandy - Pés Descalços